Novo laudo confirma transtornos mentais e Justiça mantém internação psiquiátrica de engenheiro acusado de feminicídio em Lucas do Rio Verde.
- Adriele Zozimo
- há 3 dias
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A Justiça de Mato Grosso recebeu um novo laudo psiquiátrico que reafirma a inimputabilidade do engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, acusado de matar a esposa, Gleici Keli Geraldo de Souza, e de tentar matar a filha do casal, então com sete anos, em um crime registrado em junho de 2025, em Lucas do Rio Verde.
O exame foi elaborado por uma junta formada por três psiquiatras forenses e concluiu que, na época dos fatos, o acusado apresentava esquizofrenia associada ao transtorno bipolar, condição que teria comprometido sua capacidade de compreender a ilegalidade de seus atos e de controlar seu comportamento.
Segundo a perícia, o engenheiro apresentou, dias antes do crime, um quadro de agravamento do estado mental, com surtos psicóticos, insônia, confusão, alucinações auditivas e pensamentos suicidas e homicidas.
O novo parecer confirma a conclusão de um laudo anterior, elaborado durante a investigação. A reavaliação foi solicitada pelo Ministério Público para aprofundar a análise sobre as condições psicológicas do acusado.
Com a decisão judicial, Daniel permanecerá submetido a uma medida de segurança, sendo internado para tratamento psiquiátrico. Pela legislação brasileira, pessoas consideradas inimputáveis não recebem pena de prisão, mas podem permanecer internadas por tempo indeterminado, até que avaliações médicas indiquem que não representam mais risco à sociedade.
O crime causou forte comoção em Mato Grosso. Gleici Keli foi morta dentro da residência da família, enquanto a filha do casal sobreviveu após sofrer graves ferimentos e passou semanas internada em estado crítico.
Importante: A inimputabilidade prevista na legislação brasileira não representa absolvição do acusado. Nesses casos, a pena é substituída por uma medida de segurança, que pode resultar em internação psiquiátrica enquanto houver risco de reincidência.



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